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"Corinthians Feminino em 2024: Entre Desafios e Glórias Sob a Direção de Lucas Picinatto"

Este ano, o Corinthians no futebol feminino apresentou uma temporada desafiadora e variada, refletida em uma série de resultados marcantes. Desde vitórias decisivas no Campeonato Paulista e no Campeonato Brasileiro até confrontos equilibrados contra adversários difíceis, como São Paulo e Palmeiras, as Brabas mostraram uma competitividade constante. A equipe demonstrou períodos de invencibilidade, destacando-se pela capacidade de se recuperar em momentos cruciais, como na vitória sobre o Red Bull Bragantino e na partida contra a Ferroviária, onde garantiram o resultado nos minutos finais.


As avaliações sobre o trabalho de Lucas Piccinatto à frente do Corinthians no futebol feminino têm sido mistas e, por vezes, críticas. Enquanto sua gestão tática já foi elogiada por ajustes estratégicos em momentos-chave, como em vitórias importantes, como a sobre o Red Bull Bragantino, críticas surgiram em relação à consistência e à preparação física das jogadoras. A capacidade do técnico de motivar o time em situações decisivas e sua adaptação a diferentes adversários também têm sido pontos frequentemente debatidos pela mídia e pelos torcedores.


Os horários e meios de transmissão dos jogos do Corinthians feminino têm sido frequentemente criticados por afastarem a torcida dos estádios e das telas. Partidas realizadas em horários inconvenientes, como sextas-feiras à tarde, limitam a presença dos torcedores que trabalham ou estudam durante a semana. Além disso, a transmissão gratuita e em canais de fácil acesso tem sido substituída por transmissões em canais pagos ou plataformas menos acessíveis, reduzindo o alcance e a visibilidade dos jogos. Esses fatores têm contribuído para uma diminuição na presença de público nos estádios e na audiência das transmissões, impactando negativamente na promoção e no crescimento do futebol feminino.


Durante a era do técnico Arthur Elias, o time de futebol feminino do Corinthians alcançou um status lendário, conquistando inúmeros títulos e admiradores ao redor do mundo. Sob sua liderança, o Corinthians não apenas dominou o cenário nacional, conquistando várias edições do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Paulista, mas também brilhou internacionalmente, vencendo a Copa Libertadores da América em 2017, 2019, 2021 2 2023. Com um estilo de jogo envolvente, baseado na posse de bola e na criatividade no ataque, o time se tornou um exemplo de excelência e inspiração para jovens jogadoras.


No entanto, com a transição para o comando de Lucas Picinatto, o Corinthians enfrentou desafios significativos na manutenção desse legado. As críticas à sua gestão técnica se intensificaram, especialmente em comparação com a era anterior. Picinatto foi frequentemente questionado pela falta de eficácia na adaptação tática da equipe às diferentes adversidades de jogo, além de ser criticado por decisões estratégicas consideradas questionáveis. Enquanto Arthur Elias era conhecido por sua abordagem inovadora e motivadora, capaz de extrair o melhor de cada jogadora, Picinatto tem sido percebido como menos assertivo e com dificuldades em manter o alto padrão de desempenho e competitividade que antes caracterizavam o Corinthians feminino.


Ao longo deste ano, o desempenho do Corinthians no futebol feminino tem sido marcado por altos e baixos, refletindo as mudanças e os desafios enfrentados sob a direção de Lucas Picinatto. Com uma temporada que viu o time conquistar vitórias cruciais, como na partida contra o São Paulo em um clássico disputado, e marcar gols importantes através de jogadoras como Vic Albuquerque e Milene, as Brabas demonstraram sua capacidade de competir em um campeonato exigente como o Paulistão Feminino. No entanto, a inconsistência em alguns jogos e a dificuldade em manter uma criação de jogadas eficiente têm sido pontos de crítica, especialmente em confrontos como o dérbi contra o Palmeiras, onde o Corinthians sofreu sua primeira derrota. Apesar dos obstáculos, o time continua a buscar aprimorar seu desempenho sob a liderança de Picinatto, mantendo vivo o espírito competitivo e o compromisso de honrar a história gloriosa do Corinthians feminino.

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